Cerca de 300 professores de escolas municipais de Aquiraz (Região Metropolitana de Fortaleza) fazem manifestação na manhã desta segunda-feira, 29, em frente ao Fórum da cidade, para reivindicar reajuste salarial e melhores condições de trabalho.
As atividades nas escolas do município estão sendo prejudicadas desde a semana passada, quando os professores iniciaram uma paralisação parcial. A partir desta segunda-feira, mais de 70 % das escolas estão sem aula.
Nos últimos oito anos, de acordo com o Sindicato, a categoria tinha reajuste em torno de 20 % e, agora, a proposta da Prefeitura não passa dos 7,86 %.
segunda-feira, 29 de março de 2010
sexta-feira, 26 de março de 2010
Transporte escolar precário
Na região Centro-Sul, o ano letivo chega ao segundo mês de aula e uma realidade que atinge a maioria dos alunos de escolas públicas permanece: a precariedade do transporte escolar. Só nesta cidade e em Icó são conduzidos diariamente 12 mil alunos. Em todo o Centro-Sul, são cerca de 30 mil alunos em caminhões pau-de-arara, por dia. A maioria utiliza camionetas e caminhões tipo pau-de-arara, que causam desconforto e insegurança.A precariedade do transporte escolar atinge todos os municípios da região. Alunos sentados em tábuas de camionetas e caminhões trafegam nas ruas das cidades e em estradas de chão ou mesmo em rodovias asfaltadas. O risco é constante, apesar dos cuidados em colocar madeiras nas laterais. O desconforto é enorme. A coberta dos veículos evita a incidência direta do sol, mas não diminui o calor.
Quando os alunos chegam à escola depois de cerca de uma hora de viagem ou mais, estão cansados. "É ruim porque doem as costas", disse a aluna Eliana Moreira. Exaustos, o rendimento de aprendizagem cai. "O desconforto prejudica na atenção dos estudantes", observa a professora Francisca Souza.
Como montar o laboratório de informática e fazer uma boa gestão deste espaço
O computador e a internet já são uma realidade nas escolas. Pesquisa encomendada pela Fundação Victor Civita (FVC) ao Ibope mostra que a falta de recursos não é mais obstáculo para a maioria das instituições. O levantamento, feito em 400 escolas públicas de 13 capitais, mostrou que 98% têm computador, e 83%, acesso à internet. De cada quatro instituições, três possuem laboratório de informática. O desafio agora é mantê-lo aberto e estimular professores e alunos a usar o espaço.
"Em muitas unidades, a sala com computadores fica trancada e só uma pessoa tem a chave", comenta Roberta Panico, coordenadora pedagógica do Centro de Educação e Documentação para Ação Comunitária (Cedac) e consultora da NOVA ESCOLA GESTÃO ESCOLAR. Muitos gestores têm medo de que os equipamentos sejam danificados e por isso proíbem o seu uso. Contudo, uma sala bem montada e bem gerenciada só traz benefícios. Veja no infográfico acima algumas recomendações do Ministério da Educação (MEC) para a montagem do espaço. E no quadro abaixo, alguns cuidados para evitar problemas com os equipamentos.
O estudo da FVC mostrou que há muito a avançar na utilização do espaço. Em apenas 61% das unidades, os professores faziam algum uso pedagógico dos computadores e, muitas vezes, para a digitação de textos ou pesquisas próprias sem a participação dos alunos. Entre as instituições com laboratório de informática montado, 18% não o usam com os estudantes. Os equipamentos chegaram à escola, mas não ao cotidiano dela.
"Em muitas unidades, a sala com computadores fica trancada e só uma pessoa tem a chave", comenta Roberta Panico, coordenadora pedagógica do Centro de Educação e Documentação para Ação Comunitária (Cedac) e consultora da NOVA ESCOLA GESTÃO ESCOLAR. Muitos gestores têm medo de que os equipamentos sejam danificados e por isso proíbem o seu uso. Contudo, uma sala bem montada e bem gerenciada só traz benefícios. Veja no infográfico acima algumas recomendações do Ministério da Educação (MEC) para a montagem do espaço. E no quadro abaixo, alguns cuidados para evitar problemas com os equipamentos.O estudo da FVC mostrou que há muito a avançar na utilização do espaço. Em apenas 61% das unidades, os professores faziam algum uso pedagógico dos computadores e, muitas vezes, para a digitação de textos ou pesquisas próprias sem a participação dos alunos. Entre as instituições com laboratório de informática montado, 18% não o usam com os estudantes. Os equipamentos chegaram à escola, mas não ao cotidiano dela.
quarta-feira, 24 de março de 2010
Deputado cearense é incluído em investigação do mensalão do DEM
O deputado federal Eunício Oliveira (PMDB-CE) está sendo investigado por possível envolvimento no escândalo do mensalão do DEM, de acordo com reportagem publicada nesta terça-feira, 23, no jornal Folha de S. Paulo. O nome do parlamentar cearense foi incluído no relatório da Polícia Federal que investiga o caso e trata-se do único deputado federal que aparece no inquérito.De acordo com a reportagem, uma empresa de Eunício teria se beneficiado do esquema que desviou dinheiro público e distribuiu propinas no Distrito Federal. O caso resultou na prisão do governador cassado do DF, José Roberto Arruda.
O nome de Eunício é citado quatro vezes no relatório da PF e as empresas das quais é sócio aparecem oito vezes no documento. Segundo a reportagem, a Polícia classificou como "paradoxais e discrepantes" pagamentos feitos à empresa do deputado, no valor de R$ 666 mil.
Resposta:
A assessoria de imprensa do deputado afirmou ao O POVO Online que Eunício está afastado da gerência da empresa há pelo menos 12 anos e que a acusação contra o parlamentar não procede. Ainda que esteja afastado da administração, a assessoria confirmou que o deputado é sócio da empresa citada no relatório.
Em resposta à Folha de S. Paulo, Eunício afirmou que tem certeza de que não houve irregularidade na execução do contrato. "Desafio a Polícia ou qualquer um a dizer que pedi dinheiro ou que paguei [propina]", disse ao jornal.
Eunício Oliveira é da ala governista do PMDB. Foi ministro das Comunicações do governo Lula de 2004 a 2005 e é pré- candidato ao Senado.
Redação O POVO Online com informações da Folha de S. Paulo
FALSA FACULDADE
Após dez dias de investigação, a Delegacia Regional de Polícia Civil de Icó concluiu, ontem, o inquérito que apura irregularidades praticadas pelo professor Reginaldo Caetano de Souza, 32 anos. Segundo a Polícia, Souza coordenava nesta cidade a Faculdade Leonardo da Vinci, que oferecia, de forma irregular e ilegal, cursos de Pedagogia e Serviço Social. Cerca de 60 alunos foram vítimas da fraude. Ontem, ao meio-dia, o inspetor da Polícia Civil, Jéferson Tiago da Silva, protocolou o inquérito no Fórum de Justiça de Cedro. O professor Reginaldo de Souza, que foi preso em flagrante, permanece na cadeia local. O delegado Adriano Félix indiciou Souza pela prática de crimes de Estelionato, em caráter continuado e violação de direito autoral.
O advogado do acusado já entrou no Fórum de Cedro com pedido de relaxamento da prisão do professor, mas o juiz de Direito, Cristiano Leitão, aguardava o inquérito policial para decidir sobre o caso.
Outro caso de funcionamento de cursos de nível superior de modo irregular está sendo apurado pela Delegacia de Várzea Alegre. Foi aberto inquérito para investigar reclamações de alunos de um curso de Biologia. Há fortes indícios de irregularidades e os estudantes e professores estão sendo ouvidos.
Nos últimos anos, aumentou a oferta de cursos de nível superior em cidades do Interior do Ceará. Estudantes que concluíram o Ensino Médio veem a oportunidade de ingressarem numa Faculdade e fazem o curso, muitas vezes, sem questionar a qualidade do ensino e legalidade da instituição, podendo ser vítimas de golpes. Foi o que aconteceu com dezenas de alunos da Faculdade Leonardo da Vinci. A instituição funcionava há um ano e meio.
A Faculdade Leonardo da Vinci mantinha cursos de Pedagogia e Serviço Social. Funcionava na Escola de Ensino Fundamental Francisca de Jesus Cavalcante, antigo prédio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Apesar dos alunos pagarem as mensalidades ao próprio coordenador, e não em uma instituição bancária, contratos mal elaborados entre alunos e professores, houve demora em desconfiar que a instituição fosse apenas de fachada.
Reginaldo de Souza não esboçou reação quando foi preso em flagrante em casa, no Cedro. Policiais apreenderam também computador, recibos, material didático e contratos.
Cerca de 60 alunos frequentavam os dois cursos. Pagavam uma mensalidade no valor de R$ 200,00. Segundo a Polícia, alguns estudantes estavam se preparando para estagiar. "Alguns alunos desconfiaram e nos informaram sobre o funcionamento da Faculdade", contou o inspetor da Polícia Civil, Rogério Andrade. "Entramos em contato com a verdadeira Faculdade Leonardo da Vinci, em Santa Catarina, e descobrimos que aqui tudo era uma fraude".
A Polícia apurou ainda que o professor Reginaldo trabalhou como coordenador da Faculdade Kuriós de Maranguape, em Cedro. A função deu-lhe confiança. Segundo o inspetor Rogério Andrade, os alunos, vítimas do golpe, vão ingressar na Justiça com o objetivo de pedir indenização por danos morais e materiais. Na Secretaria de Educação informaram que só a secretária Perpétua Braga poderia falar sobre a cessão da escola pública municipal para o professor, mas ela estava ausente e não atendeu ontem o celular. O acesso ao prédio foi liberado na administração passada.
MAIS INFORMAÇÕES:
Delegacia Regional de Polícia Civil em Icó, (88) 3561. 5551
Fórum de Justiça de Cedro
(88) 3564. 0561
O advogado do acusado já entrou no Fórum de Cedro com pedido de relaxamento da prisão do professor, mas o juiz de Direito, Cristiano Leitão, aguardava o inquérito policial para decidir sobre o caso.
Outro caso de funcionamento de cursos de nível superior de modo irregular está sendo apurado pela Delegacia de Várzea Alegre. Foi aberto inquérito para investigar reclamações de alunos de um curso de Biologia. Há fortes indícios de irregularidades e os estudantes e professores estão sendo ouvidos.
Nos últimos anos, aumentou a oferta de cursos de nível superior em cidades do Interior do Ceará. Estudantes que concluíram o Ensino Médio veem a oportunidade de ingressarem numa Faculdade e fazem o curso, muitas vezes, sem questionar a qualidade do ensino e legalidade da instituição, podendo ser vítimas de golpes. Foi o que aconteceu com dezenas de alunos da Faculdade Leonardo da Vinci. A instituição funcionava há um ano e meio.
A Faculdade Leonardo da Vinci mantinha cursos de Pedagogia e Serviço Social. Funcionava na Escola de Ensino Fundamental Francisca de Jesus Cavalcante, antigo prédio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Apesar dos alunos pagarem as mensalidades ao próprio coordenador, e não em uma instituição bancária, contratos mal elaborados entre alunos e professores, houve demora em desconfiar que a instituição fosse apenas de fachada.
Reginaldo de Souza não esboçou reação quando foi preso em flagrante em casa, no Cedro. Policiais apreenderam também computador, recibos, material didático e contratos.
Cerca de 60 alunos frequentavam os dois cursos. Pagavam uma mensalidade no valor de R$ 200,00. Segundo a Polícia, alguns estudantes estavam se preparando para estagiar. "Alguns alunos desconfiaram e nos informaram sobre o funcionamento da Faculdade", contou o inspetor da Polícia Civil, Rogério Andrade. "Entramos em contato com a verdadeira Faculdade Leonardo da Vinci, em Santa Catarina, e descobrimos que aqui tudo era uma fraude".
A Polícia apurou ainda que o professor Reginaldo trabalhou como coordenador da Faculdade Kuriós de Maranguape, em Cedro. A função deu-lhe confiança. Segundo o inspetor Rogério Andrade, os alunos, vítimas do golpe, vão ingressar na Justiça com o objetivo de pedir indenização por danos morais e materiais. Na Secretaria de Educação informaram que só a secretária Perpétua Braga poderia falar sobre a cessão da escola pública municipal para o professor, mas ela estava ausente e não atendeu ontem o celular. O acesso ao prédio foi liberado na administração passada.
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