“O
Ministério Público do Estado, através da Promotoria de Justiça da Comarca de
Iracema, ingressou com Ação Civil Pública (ACP) contra o Município de
Iracema. Na petição, o promotor de justiça Alan Ferraz requer, entre outros
pedidos, o bloqueio de verbas públicas suficientes ao pagamento dos
servidores públicos municipais, que estão com os salários atrasados há cerca
de três meses. Pede ainda que o Município passe a pagar, no máximo até o
quinto dia útil do mês posterior ao vencido, a remuneração dos servidores,
uma vez que atualmente não há uma data fixada para que isto ocorra.
Segundo
o promotor, no dia 30 de dezembro de 2015, o Sindicato dos Servidores do
Município de Iracema (SINSEMI) protocolou ofício em que foi relatado que os
servidores que recebem os proventos oriundos dos 40% e 60% do Fundo de
Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos
Profissionais da Educação (FUNDEB) e que os demais servidores que recebem
salário-base acima de um salário mínimo ainda não haviam recebido a
remuneração relativa ao mês de novembro. No ofício, o Sindicato informa que o
pagamento do salário dos servidores ocorre com atraso desde setembro de 2015.
O
promotor de justiça explica ainda que o gestor público municipal deixou de
informar concretamente os motivos pelos quais não pagou em dia o
funcionalismo e que, com referências genéricas, atribuiu os atrasos à
diminuição do repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), mas sem
provar a diminuição efetiva das receitas municipais ou a ligação desta queda
nas verbas com o não pagamento dos servidores em dia.”
(Site
do MP-CE)
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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
Servidores de Iracema estão com três meses de salário atrasado
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
MENSAGEM NATALINA
Dois mil e quinze foi um ano
difícil, mesmo assim, obtivemos importantes conquistas. E ao chegarmos ao seu
final, renovamos nossos compromissos com a educação pública e de qualidade para
todos, assim como em favor do reconhecimento e valorização dos professores.
Desejamos a estes um feliz natal e um ano novo repleto de felicidade, com muita
paz, saúde, amor, com ideais revigorados e espírito de luta. Que todos estejam
dispostos a lutar pela construção de uma sociedade mais justa, humana,
solidária e fraterna. Que possamos manter o que já alcançamos e obtermos novas
conquistas. Que este natal seja mais do que confraternização, que todos sejam
iluminados, abençoados e que os 365 dias do ano novo sejam vividos em sua
totalidade.
Feliz natal e abençoado ano novo. São os votos dos que fazem a diretoria
do Sindicato dos Professores de Coreaú - SINDPROC
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
Dezenove prefeituras do Ceará receberão R$ 717 milhões de diferenças do Fundef
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A Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal do Ceará (Fetamce) convocou os dirigentes dos sindicatos filiados para orientar a entrarem com ações na Justiça pleiteando o repasse das diferenças do antigo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF), no período de 2003 a 2006. Convocado para o dia 9 de dezembro, o encontro reuniu representantes de 47 sindicatos das dez Regiões do Estado onde a entidade está organizada. Os valores são fruto de precatórios relativos às divergências entre o repasse feito pela União e o efetivo Valor Médio Anual por Aluno - VMAA, usado como base de cálculo dos recursos da Educação Pública brasileira. "A ideia é afinar o discurso e agir em conjunto para assegurar os direitos dos servidores", afirmou a presidente da Fetamce, Enedina Soares, antes de passar a palavra aos assessores jurídicos presentes. Os advogados Deodato José Ramalho Neto e Natália Mota apresentaram um levantamento preliminar dando conta de que pelo menos 70 prefeituras cearenses entraram com ações judiciais pleiteando o repasse das diferenças pelo Governo Federal. Em apenas dezenove destes processos, os valores a serem devolvidos aos municípios somam R$ 717 milhões. 60% destes recursos, o que representa R$ 430,2 milhões, devem ser transferidos pelas prefeituras aos profissionais do magistério. Para reforçar este entendimento, a assessoria jurídica da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam) vai pedir ao Tribunal de Contas da União (TCU) que se posicione sobre a correta aplicação dos recursos. A mesma orientação está sendo dada aos sindicatos para que também provoquem os Tribunais de Contas dos Municípios (TCMs) a se manifestarem. Sindicalistas temem que prefeitos usem recursos para outros fins Entre os dirigentes sindicais há a preocupação de que as prefeituras recebam o dinheiro e não repassem os recursos aos professores. É o caso de Maracanaú, que recebeu R$ 57 milhões no mês de outubro, mas até hoje não repassou os 60% devidos aos trabalhadores. No dia 23 de novembro, o Sindicato dos Profissionais em Educação de Maracanaú (Suprema) apresentou requerimento ao prefeito Firmo Camurça exigindo que o pagamento seja assegurado. Para evitar que as prefeituras se apropriem dos recursos, os advogados orientaram os sindicatos cujas prefeituras entraram com processos judiciais reivindicando o repasse das diferenças do antigo Fundef, que também entrem com ações solicitando o bloqueio destes valores, antes que os prefeitos utilizem as verbas para outros fins. Alguns sindicatos, no entanto, abriram mão das ações judiciais e decidiram, em assembleias da categoria, fazer acordos diretamente com os prefeitos. Foi o caso dos servidores municipais de Itaitinga, cuja prefeitura deve receber R$ 28 milhões este mês. Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores do Município, Ednaldo Tavares Xavier, o prefeito se comprometeu a aplicar metade da verba (R$ 14 milhões) na educação e, deste montante, destinar 65% (R$ 8,6 milhões) aos professores, uma média de R$ 34,7 mil brutos para cada um dos 250 beneficiados, entre efetivos e aposentados. Acordos só devem ser firmados se termos forem favoráveis aos servidores O Sindicato dos Servidores Municipais de Horizonte também optou pelo acordo. A presidente da entidade, Valdenia Costa, afirma que dos R$ 7,2 milhões líquidos a serem recebidos pela prefeitura, 23% (R$ 1,6 milhão) serão repassados a 679 professores contratados e efetivos. Cada um deles deverá receber cerca de R$ 2,4 mil. Os advogados reconheceram que a decisão pode agilizar o recebimento dos recursos, mas enfatizaram que o sindicatos só devem abrir mão das ações judiciais quando os termos do acordo com as prefeituras forem realmente favoráveis aos trabalhadores. Durante a reunião, a presidente da Confetam, Vilani Oliveira, denunciou as investidas da Apeoc na base dos municipais usando o falso argumento de que os sindicatos não representariam os professores. "É lamentável que companheiros nossos se apropriem do mesmo discurso dos prefeitos no enfrentamento com os trabalhadores para tentar deslegitimar a representação dos servidores municipais", criticou. Vilani esclareceu que os sindicatos, e não a Apeoc, têm legitimidade para representar os professores nestas ações na justiça. A atitude da Apeoc foi repudiada pelos presentes, que repetiram várias vezes a palavra de ordem "Fora Apeoc! Aqui não tem golpe!". Ameaça de greve nacional se o piso do magistério não for reajustado Além da preocupação com o repasse correto das diferenças relativas à substituição do Fundef pelo Fundeb, os servidores municipais também estão apreensivos com a ameaça dos Conselhos Nacionais de Secretários de Estados de não reajustaram, em janeiro de 2016, os valores do Piso Nacional do Magistério. Caso a ameça se concretize, a presidente do Sindicato Único dos Trabalhadores na Educação (Sindiute), Ana Cristina Guilherme, avisa: os professores farão uma greve nacional no país. "Nossa resposta a essa ameça será dada nas ruas, com paralisações iniciando no primeiro dia do ano letivo", adianta. No caso da Prefeitura de Fortaleza, a presidente da Sindiute informou que o depósito das diferenças do Fundef deve ocorrer entre o dia 31 de dezembro e 10 de janeiro. "O Sindiute já pediu o bloqueio dos recursos para obrigar o prefeito a negociar. Se não houver negociação, não vai ter aula", avisou. Sindicatos devem consultar o site do TRF/5ª Região A advogada Natália Mota afirma que os sindicatos de servidores municipais podem obter mais informações sobre os processos das prefeituras acessando o site do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (http://www.trf5.jus.br/), por meio do certificado digital dos assessores jurídicos das entidades. "É só colocar o nome do município que o site faz a pesquisa e informa o andamento dos processos", orienta. |
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| Fonte: Com informações da Confetam |
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
Ministro confirma manutenção reajuste do piso salarial para os profissionais do magistério
11
dezembro, 2015
A Diretoria da CNTE foi recebida nessa quarta-feira
(9/12) pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que se comprometeu com a
manutenção do reajuste do piso salarial profissional nacional para os
profissionais do magistério: “O ministro confirmou que o governo não pretende
fugir daquilo que vem fazendo nesses últimos anos, ou seja, cumprirá a lei,
segundo o parecer da Advocacia Geral da União e, portanto, o reajuste do piso
deve ficar em torno de 11,36% na base salarial dos professores com formação de
nível médio”, explica o presidente da CNTE, Roberto Leão.
Educadores enfrentam propostas contra reajuste do
Piso Salarial – A
Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação está mobilizando sindicatos
de todo o país contra os ataques à Lei do Piso que estão sendo promovidos por
gestores de estados e municípios. Documento assinado conjuntamente pelos
Secretários de Estado de Administração, Fazenda, Planejamento e Gestão, e
enviado ao Ministro da Educação Aloizio Mercadante, solicita do Executivo
Federal a suspensão de qualquer reajuste ao piso salarial nacional do
magistério, enquanto perdurar a crise econômica. Além disso, a Confederação
Nacional dos Municípios (CNM), em conjunto com outras organizações de
Prefeitos, tem procurado apoio no Governo Federal e na Câmara dos Deputados
para fazer aprovar em definitivo o PL 3.776/08, que vincula o reajuste do piso
somente ao INPC-IBGE. E o principal argumento também é a crise econômica.
FONTE: http://www.cnte.org.br
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