

Ela conta que, desde quando a escola foi inaugurada, há quase 10 anos, nunca recebeu uma reforma e que as paredes apresentam rachaduras e o telhado está comprometido.
Na frente do prédio um poço artesiano chegou a ser perfurado, mas se tornou inútil. "O que a gente gostaria era que os responsáveis pela educação desse uma atenção melhor para esta escola", reclama a agricultora Idelzuite Francisca Sales, 54 anos, que mora em frente ao anexo educacional.
Na Escola Fernando Cândido Xavier, na localidade de Frecheiras, os problemas são bastante visíveis. O prédio não apresenta qualquer tipo de ventilação e, na hora do intervalo, as crianças brincam de bola num campo de futebol improvisado em frente à escola. "Tem gente que passa por aqui e pensa que isto é uma cadeia de tão fechado que é. Se falta energia, mesmo durante o dia, somos obrigados a suspender as aulas", conta a diretora do estabelecimento, Lúcia Maria Rodrigues Sá, acrescentando que mais de 50 alunos estudam nas salas de aula apertadas, sem janela, sem ventilador.
O secretário da Educação, Cosmo da Costa Lima, diz conhecer bem a realidade das escolas do Município e que tem procurado amenizar a situação, mas como muitos pais preferem ver o filho estudando perto de casa do que ser transportado para outra escola, se sente na obrigação de conviver com a situação. "Recuperar esses prédios é um pouco complicado pelo fato de pertencer à própria comunidade. Os imóveis foram cedidos para funcionarem como escola", disse Cosmo.
Ele informou ainda que o Município tem buscado recursos para a construção de novas escolas. "A Prefeitura adquiriu recentemente um terreno para a construção de uma escola modelo no Bairro do Côrrego, mas há falta de verba", disse.
Nenhum comentário:
Postar um comentário