quarta-feira, 3 de junho de 2009

Alunos pedem melhor estrutura

Construída há um ano, Escola Infante Rosalina Rodrigues apresenta problemas estruturais e gera protesto de alunos.


Alunos portaram faixas e cartazes, exigindo reforma imediata e melhoria na infra-estrutura da escola.

Paredes rachadas e pisos cedendo. Essa é a realidade da Escola Infante Rosalina Rodrigues, que ontem completou um ano de funcionamento na rede municipal de ensino. Na manhã dessa terça-feira, alunos e professores fizeram manifestação contra a falta de condições de funcionamento da unidade escolar. A Secretaria Municipal de Educação (SME) descartou a suspensão das aulas, embora ainda esta semana devam ser iniciados reparos.

A escola, construída nos padrões do Ministério da Educação (MEC), foi entregue no dia 1º de junho 2008. De lá para cá, os professores e alunos foram verificando anormalidades na construção e um total de 16 notificações foram encaminhadas à Secretaria Executiva Regional VI (SER VI).

Com faixas e cartazes exigindo melhoria na infra-estrutura da escola, bem como uma reforma imediata, os alunos ficaram posicionados por mais de uma hora em frente à escola. “Na verdade, deveríamos estar fazendo uma festa, porque se comemora um ano da entrega do equipamento. No entanto, não podemos festejar quando alunos e professores estão com sua integridade física ameaçada, diante da precariedade das estruturas”, disse a professora Elsa Pessoa, presidente do Conselho Escolar.

A precariedade é visível no chão de duas salas de aula interditadas, onde o piso cedeu. Situação semelhante acontece no piso do vestiário masculino. No prédio anexo, rachaduras extensas comprometem a quadra coberta de esportes. O equipamento nunca chegou a ser concluído e é lugar evitado pelos alunos. De acordo com a estudante Ana Célia da Silva, 32 anos, a situação do prédio é mais um descaso com aquela comunidade. “O conjunto não foi concluído. A escola tem energia elétrica e água encanada assim como todos os moradores da Rosalina. Ou seja, através de gambiarras”, disse.

A SME informou, ontem, que a empresa responsável pela construção da escola abandonou a obra pela metade, prejudicando os alunos e o direito à educação. A Secretaria comunicou ainda que foi concluído ontem o levantamento dos serviços que devem ser feitos na unidade. Ainda esta semana, a empresa de manutenção da SME dará início aos serviços de reparos necessários.

Na escola, estão matriculados 687 alunos, nos turnos da manhã, tarde e noite, compreendendo o Ensino Infantil e o Ensino Fundamental até a 4ª série, o Ensino de Jovens e Adultos (EJA) e o Projovem.

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